Como fazer com que ele entenda que o que realmente importa, o que faz a gente se apaixonar de verdade, não é achar que o cara é um “super herói” (que faz o trabalho de muitos de forma mais rápida e melhor, que consegue gerenciar todos os problemas e adversidades sozinho, que é um empresário bem sucedido...)? Mas que o gostar, o carinho sincero, nascem dos gestos mais singelos... como aquele olhar por cima dos óculos que ele te dá quando estão no meio de uma aula, o jeito de mexer a boca quando está pensando no que falar para te fazer um convite, a preocupação em saber se você chegou bem (sempre pedindo o envio de um sms só p/ garantir), o passo desengonçado de lambada dado “do nada” no meio de uma conversa só p/ te descontrair, a espontaneidade de cantarolar sempre que se lembra de uma música e não ter vergonha de fazer isso na sua frente... São esses pequenos gestos que mostram quem a pessoa verdadeiramente é... e é daí que nasce a admiração, o carinho...
Ser uma pessoa bem sucedida no trabalho ou na vida acadêmica são situações positivas, claro, mas não são condições “sine qua non” para gostar. Basear o gostar no sucesso profissional e/ou aquisitivo é criar uma ligação puramente interesseira e fadada ao fracasso, pois ninguém vive de vitórias todo o tempo. Se a relação é fundamentada nisso, ao menor sinal de “não vitória” (o que não significa exatamente fracasso), o deslumbramento da outra se esvai, o castelo se desmorona... não porque o outro falhou, e sim porque o relacionamento foi baseado numa falácia.
O bacana é sabermos que todos nós temos um lado que nos orgulha, que queremos mostrar às pessoas, e outro que queremos esconder. E uma relação saudável é aquela onde essas duas partes de cada um são conhecidas por ambos. A felicidade não é um estado permanente e estar num relacionamento onde os dois têm consciência do que verdadeiramente são, eles mesmos e o outro, faz com que possa existir um ajuda mútua para evoluir aquilo que ainda não está bem. Quando isso é alcançado, o sentimento de felicidade é muito mais intenso, pois foi algo atingido pelo trabalho em conjunto e de forma consciente.
O que te faz gostar de uma pessoa é o que ela pensa, como age, e não o que ela tem ou deseja mostrar ser.
Receber um CD com músicas que foram selecionadas para te agradar tem muito mais valor que um presente caro comprado numa loja. Foi o sentimento que fez com que a pessoa selecionasse de forma criteriosa música por música com a esperança de te agradar, percebe a diferença? Assim, se algum dia essa pessoa se mostrar fragilizada, seja por que motivo for, isso não dará margem a algo negativo, não “manchará sua imagem” ou a percepção que fiz dela. Porque a relação não foi baseada no achar ou esperar algo e sim no sentir e conhecer o outro. Aceitar o outro como ele realmente é, não como algo imaginado, carregado de projeções daquilo que se espera, nublando, dessa forma, a realidade.
Quando você pensa em alguém com carinho, é o sorriso espontâneo, o jeito de olhar, a maneira de falar que lhe vêem à mente, pequenos e impensados gestos que revelam como a pessoa realmente é...
Não tenha medo de se mostrar, não pense que é preciso ser extraordinário para ser aceito, para ser amado. Busque aquilo que te faz bem, realize aquilo que “você” quer. Satisfazendo nossos próprios desejos passamos a nos conhecer, a saber o que nos agrada ou não, a nos aceitar e, assim, a ter amor próprio, a autoestima necessária para que se possa amar verdadeiramente o outro.
Mostrando postagens com marcador Relacionamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Relacionamentos. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 10 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Resposta a um amigo
São Paulo, março de 2011
Olá!
Não sei se minha opinião, de fato, ajudará em algo... mas concordo com você. É preciso manter a individualidade para ser feliz e fazer o outro feliz.
Acredito que os melhores relacionamentos, os mais sadios, são aqueles em que ambos se conhecem (ou auto-conhecem), sabem o que querem, do que gostam, que tem planos tanto de forma individual quando para a vida a dois.
O que acontece muito é exatamente o que mencionou, a pessoa vive para outro, para os filhos, para os pais... e não conhece nem mesmo quem ela própria é, quais são seus gostos, seus próprios sonhos... Acho que seu amigo deve analisar isso não só em sua nova namorada, mas nele próprio também, saber se ele se conhece integralmente. Além disso, acho importante verificar se os anseios de ambos estão em sintonia, se o que ele espera desse relacionamento e o mesmo que a namorada procura. Como ela é mais nova, pode ser que tenha alguns sonhos que seu amigo não possa ou não queira realizar... como, por exemplo, se casar ou ter filhos, e, ao meu ver, se ambos estiverem procurando um relacionamento sério, sólido, é bom saber sobre tudo isso antes que aconteça um envolvimento maior.
Assim, acredito que esses são fatores imprescindíveis para a construção de um relacionamento sério. Sem deixar de levar em conta, claro, a atração e afinidade que deve existir entre ambos, porque, sem isso, acredito que o que pode acontecer é uma grande amizade, mas não amor.
É verdade, analisando... nossas palavras soam como um receita, mesmo não sendo esse o propósito. Relacionamentos não são todos iguais, mas acho que se as pessoas fossem mais conscientes, muitos "problemas" seriam evitados. Tem gente que insiste em cometer os mesmos erros, trocam os parceiros e os erros persistem... assim não há como ser feliz de verdade. Há apenas uma ilusão, e passageira.
Ser consciente dos seus desejos, dos seus atos, dos seus anseios é fundamental para um relacionamento verdadeiramente feliz. Não sei se ajudei...rs
Um grande abraço,
P.
Olá!
Não sei se minha opinião, de fato, ajudará em algo... mas concordo com você. É preciso manter a individualidade para ser feliz e fazer o outro feliz.
Acredito que os melhores relacionamentos, os mais sadios, são aqueles em que ambos se conhecem (ou auto-conhecem), sabem o que querem, do que gostam, que tem planos tanto de forma individual quando para a vida a dois.
O que acontece muito é exatamente o que mencionou, a pessoa vive para outro, para os filhos, para os pais... e não conhece nem mesmo quem ela própria é, quais são seus gostos, seus próprios sonhos... Acho que seu amigo deve analisar isso não só em sua nova namorada, mas nele próprio também, saber se ele se conhece integralmente. Além disso, acho importante verificar se os anseios de ambos estão em sintonia, se o que ele espera desse relacionamento e o mesmo que a namorada procura. Como ela é mais nova, pode ser que tenha alguns sonhos que seu amigo não possa ou não queira realizar... como, por exemplo, se casar ou ter filhos, e, ao meu ver, se ambos estiverem procurando um relacionamento sério, sólido, é bom saber sobre tudo isso antes que aconteça um envolvimento maior.
Assim, acredito que esses são fatores imprescindíveis para a construção de um relacionamento sério. Sem deixar de levar em conta, claro, a atração e afinidade que deve existir entre ambos, porque, sem isso, acredito que o que pode acontecer é uma grande amizade, mas não amor.
É verdade, analisando... nossas palavras soam como um receita, mesmo não sendo esse o propósito. Relacionamentos não são todos iguais, mas acho que se as pessoas fossem mais conscientes, muitos "problemas" seriam evitados. Tem gente que insiste em cometer os mesmos erros, trocam os parceiros e os erros persistem... assim não há como ser feliz de verdade. Há apenas uma ilusão, e passageira.
Ser consciente dos seus desejos, dos seus atos, dos seus anseios é fundamental para um relacionamento verdadeiramente feliz. Não sei se ajudei...rs
Um grande abraço,
P.
Assinar:
Postagens (Atom)







